Tuesday, November 17, 2009

Ah, se tudo viesse do acaso...


Três bolas no poste e a Nação treme agora como vara verdes. Bastaram essas bolas no ferro para Queiroz deixar automaticamente de ser um pé frio. Afinal foi sempre essa a discussão que interessou, uma questão de bruxos, acasos e superstições muito familiar na equipa das Quinas. Bem, antes isso que discutir táctica. Percebo os adeptos Portugueses, a sério que os percebo. Para quê ver um jogo de futebol analisando organizações atacantes e defensivas, transições e marcações à zona ou ao homem? para quê se nos podemos recostar e entregar todo o jogo ao acaso? aquelas que entram e aquelas que não entram? afinal, trabalho já têm e para quê agora ir gastar massa cinzenta a analisar um jogo de futebol? que o faça quem ganha dinheiro com isso! A sério que percebo . Seja o teórico que já leu todos os livros do Vítor Frade, que já assistiu a todas as palestras ou o adepto mais comum, todos eles têm o mesmo objectivo, a vitória. Não há volta a dar-lhe, Queiroz teve agora a sorte que lhe faltou durante (quase) todo o apuramento. Não, não estou a falar da sorte de ter em Bruno Alves mais faro de golo que em Simão e Nani juntos, estou mesmo a falar das três bolas ao poste contra a Bósnia. Ah, se tudo viesse do acaso... Toda a gente certamente reparou, que a percentagem de posse de bola da Selecção foi mísera. Foi miserável porque foi a mesma que a da Bósnia: 50%. Ora eu sempre ouvi dizer e não foi preciso ler todos os dias o Paradigma Guardiola, que quando nós temos a bola a outra equipa não pode marcar golo e uma equipa como a Portuguesa, com os intérpretes que tem, devia ter guardado melhor a bola, mesmo que isso não lhe valesse o segundo o golo. Bem, preferia especular com bola do que poder sofrer o empate à beira do final, mas isto sou eu... Já é recorrente com Queiroz, pé frio ou não, o homem é intranquilo e meio cagarola, e isso ninguém lho tira. Basta vê-lo no banco para perceber isso e para perceber também que perdeu uma oportunidade de ouro para matar a eliminatória. Com isto os bósnios ficaram em alta. Tudo bem, desde que nós não nos amedrontemos. Dizem os que sabem, que a nossa Selecção vai entrar num autentico inferno para jogar este jogo, pois bem, mas uma coisa é certa, esta equipa da Bósnia continua extremamente acessível, basta os nossos jogadores e o nosso treinador quererem... É um autentico inferno,dizem muitos, alias pode até ser um autentico galinheiro ... mas basta marca um golito que passa-lhes logo os infernos . É também bom relembrar que os Espanhóis espetaram lá uma cabazada...
Força Rapaziada

Sunday, November 15, 2009

A montanha cagou um ratito do campo...


Depois da tempestade vem a bonança…Mas por Alvalade este ano não é assim. Tanta conversa por causa do treinador e eis que a “montanha pariu um rato”. Pode ser um rato mickey, um ratatouille, ou um rato qualquer da sarjeta, mas depois de 10 dias de ’suspense’ esta montanha cagou um ratito do campo (daqueles do feno) . É o que dá termos lunáticos a comandar o clube . Será que vamos deixar de ter o ’sponsor’ da Puma e vamos passar a equipar de Lacatoni?? É que também poupam uns tostões, afinal os equipamentos da marca do Carvalhal e amigos são mais baratos que a Puma... E agora aí está, um técnico procurado por qualquer grande equipa que se preze por não descer de divisão . Um técnico que vem agora só para podermos poupar uns tostões e ir buscar o Villas no fim da época “à borliu”, que grande surpresa e ambição , vai certamente contagiar todo o plantel . Posso e espero estar muito enganado mas parece-me que vai ser um daqueles anos à antiga, em que este ainda não vai ser o último treinador a passar por ali. É a descida ao inferno por parte do Sporting, quem se riu de Eriksson deve agora estar a chorar ou a soltar gargalhadas descomunais (eu ). É a prova que estamos a ser comandados por um comandante zarolho e a navegar numa “nau catrineta” ,completamente à deriva . Bateu no fundo esta merda! 2 vitorias em 17 jogos, o record pessoal do Carlos Carvalhal no Marítimo. Inacreditável a sucessão de más decisões do JEB . Como é que este otário remunerado pelos Sportinguistas pensou que um treinador que em 17 jogos pelo Maritimo teve apenas 2 vitórias poderia ser opção para o Sporting? É que foram somente 2 vitórias em 17 jogos caralho. E por favor, agora não me venham com merdas de que agora é preciso apoiar, acho que agora era tempo de fazer cair esta palhaçada antes que seja tarde de mais...

Se viesse seria o meu treinador...

Não tenho opinião formada sobre o Villas Boas. Tirando a banalidade da “aposta de risco”, não consegui encontrar forma de sustentar meia dúzia de argumentos acerca de um homem de 32 anos que tem no currículo de treinador (era para isso que ele ia ser contratado, é bom recordar) um mês de Académica e menos de uma mão cheia de jogos a comandar uma equipa. Dava-lhe o benefício da dúvida. Pela inteligência, perspicácia e profissionalismo que todos lhe apontavam. E que eu não tinha como confirmar. Mas se viesse era o meu treinador, o treinador do Sporting, provavelmente seria já o melhor do mundo e arredores. Embora confesse que, num plano mais racional, me preocupou a forma como tantos olharam para cima a antecipar um novo Mourinho e tão poucos sequer espreitaram para baixo ignorando a possibilidade de outro Luís Campos. Isto eram os meus pensamentos e tudo bem... Quando já dava por adquirido que seria ele o contratado. Quando não acreditava que o Sporting pudesse prestar-se ao ridículo de, depois de não estancar os rumores sobre ele, depois de ter elementos dos órgãos sociais a fazer campanha por ele, depois de fugas de informação sobre treinadores-adjuntos já escolhidos por ele, depois de um comunicado à CMVM a assumir que estavam a negociar com ele… depois de tudo isto, dizia, prestar-se ao ridículo de não conseguir chegar a acordo com a Académica para libertar o homem. Ou seja, não me incomoda que não venha o Villas Boas. Porque não sei se seria a melhor opção. Mas incomoda-me, de forma quase ofensiva, que não venha o Villas Boas por pura incapacidade negocial e tremenda inabilidade na gestão do dossier. Não se sabia da cláusula de dois milhões de euros antes de deixar sair tanta informação? Não se sabia da cláusula de dois milhões para dizer logo que não se queria pagar esse montante? Se Villas Boas era a primeira escolha, é absolutamente patético não conseguir contratá-lo por causa da Académica. Se a estratégia era não pagar pela desvinculação de um treinador, então Villas Boas nunca deveria ter sido ponderado. São muitas coisas, e demasiado óbvias, para que consiga aceitar isto. E agora? Arrasta-se a novela? Entra-se numa discussão na praça pública? Braço-de-ferro? Ou puxa-se do trunfo da famosa “segunda opção”? E qual é a segunda opção? É portuguesa? É estrangeira? Já foi contactado? Estava a ser negociado à mesma altura? E porque é que eu tenho a sensação de que está demasiada gente a assobiar alegremente a caminho do precipício? E com esta brincadeira há uma semana que estamos sem treinador...

Tuesday, November 10, 2009

Gostava de perceber a lógica do raciocínio...

Depois de uma ronda matinal pela imprensa desportiva, acabei por perceber de que o Bettencourt teria chamado toda a direcção da SAD e do clube (incluindo aqueles vogais mais recônditos ) para debater a escolha do novo treinador . Portanto estava curioso para ver o que de lá teria saído. E fiquei triste, pois claro que fiquei triste. Bem sei que estes textos dos jornais desportivos são em grande parte um exercício de adivinhação. Mas acreditando que o cruzamento das fontes de todos os diários pode, pelo menos, dar-nos uma indicação sobre as linhas gerais do pensamento de quem nos dirige, dei por mim a engolir em seco e a entristecer. Pelos vistos, o perfil desejado é “um treinador Português com experiência no campeonato nacional”. Percebo a ideia, admito que faz sentido, sobretudo atendendo às condicionantes económicas do clube. Faz sentido. Mas o problema está nas limitações da escolha, em função da oferta disponível. E os nomes que pelos vistos foram colocados ontem em cima da mesa chegam a provocar arrepios. Manuel Cajuda?! José Couceiro?! Nelo Vingada?! Augusto Inácio?! Carlos Carvalhal?! Estamos a falar do Sporting ou do Vitória de Setúbal? (com todo o respeito pelo Vitória de Setúbal)Quero acreditar que estes nomes não são mesmo hipótese. Que não estão mesmo a ser considerados. A simples ponderação destes treinadores (que terão os seus méritos, claro) representa um baixar de fasquia que roça o insustentável. Gostava de perceber a lógica do raciocínio. São treinadores “para aguentar o barco até ao fim da época”? São treinadores “para projectar o(s) próximo(s) ano(s)”? São treinadores “para dar razão ao presidente naquela teoria de que vamos todos morrer de saudades do Paulo Bento”? ***a-se que eu até pagava para engolir um sapo. Garanto-vos que pagava, e bem!, para beijar a careca do meu conterrâneo Cajuda no relvado de Alvalade, durante os festejos do título. Pagava para ir para o Marquês com umas calças de fato de treino puxadas até ao sovaco, em homenagem ao campeão Nelo Vingada. Pagava para pedir uma estátua ao bi-campeão Inácio, para urrar cânticos ao Couceiro, para colar posters do Carvalhal no meu trabalho. ***a-se… eu pagava para engolir todos esses sapos. Mas, por agora, a ideia de ter qualquer um destes homens no banco de Alvalade como solução para a crise do Sporting, só me faz engolir em seco. E ficar triste. Porque ninguém consegue fazer-me acreditar que um eventual futuro radioso passa por qualquer destes caminhos. Mas pronto… também posso ser só eu e a minha mania de não conseguir fazer uma crítica construtiva. Às tantas tudo isto faz sentido. Eu é que não estou a ver como...

Friday, November 6, 2009

Mais obra e menos conversa.


José Eduardo Bettencourt tem tudo para ser um bom presidente do Sporting. Mas, falta-lhe tudo para ser um bom presidente do Sporting. A conferência de imprensa de hoje foi (mais) um episódio que ilustra o que acabo de dizer. Descontraído, como é habitual, disse que não se sentia "corno" porque o Paulo Bento não lhe disse antecipadamente que ia pedir a demissão. Irónico, zurziu nos sábios do Sporting, declarando-se humilde e atento estudante das suas "soluções" e "críticas". Mefistofélico, avisou que os 10% que hoje apoiam a saída de Paulo Bento irão chorá-la em breve. Franco, confessou que Paulo Bento é um amigo e que jamais partiria dele a iniciativa de despedir o técnico. Crítico, invocou "valores" para elogiar Bento e justificar as suas posições.Não joga a bota com a perdigota! Bettencourt deu, na prática e para todos os efeitos, o ouro ao bandido. Convém lembrar ao presidente do Sporting que ele é... o presidente do Sporting! Bettencourt foi eleito por uma significativa maioria de Sportinguistas para dirigir o Sporting, para tomar a iniciativa, para aplicar os seus talentos na recuperação do prestígio e da capacidade perdida, para dar voz aos interesses do clube. Não consta do seu programa, sufragado por essa maioria significativa, qualquer mandato para capitular ou qualquer convite à cedência ou à transigência. Pelo contrário: Bettencourt obteve dos sócios um convite explícito para agir com determinação e firmeza.E o que é que nós acabamos por ver? Na primeira oportunidade, o treinador Paulo "Forever" Bento passa à reserva. E a culpa, é de quem? Bem, a culpa é de uma minoria que não percebe nada disto, mas que, pelos vistos, tem força suficiente (mesmo que não a tenha!) para forçar Bettencourt a agir contra as suas convicções, princípios e ideias e desviar-se do que deveria ser o seu rumo, o de um presidente profissional, eleito e pago para agir.Pergunto eu: que raio faz então Bettencourt no Sporting? Que força tem afinal a maioria que o elegeu? E que poder tem a minoria que o combate? Que significado tem no final o resultado da sua eleição? Que justificação poderá ter a sua "profissionalização" perante uma tão flagrante capitulação? Que confiança poderá suscitar tudo isto nos sportinguistas? Que fragilidades tem este Sporting para se revelar tão vulnerável afinal, perante uma tão pouco representativa contestação? Para que serviu então o voto em Bettencourt?E contudo Bettencourt, percebe-se, parece ser o homem certo para este lugar, de facto. E se pode haver quem possa salvar este Sporting dos escombros em que ficou preso, que pareça ter a capacidade, os conhecimentos, a experiência para levar a cabo um programa de transformação, parece ser ele.Mas, a cometer erros institucionais como os que comete e a dirigir um clube como o Sporting como se estivessse num episódio dos "Malucos do Riso", assim Bettentourt não se safa. "Valores" não são incompatíveis com acção, descontracção não rima com inconsequência e a democracia serve para agir, não é desculpa para reagir... Mais obra e menos conversa...

Quatro meses já tarde


Ainda a digerir a notícia. Mas já com opinião formada: era inevitável, claro, por isso saúdo-a. A demissão. Adeus Bento.Tudo isto era insustentável. A agonia não podia prolongar-se mais. Por muitas virtudes que tenha evidenciado ao longo destes quatro anos (e foram muitas, apesar de tudo), Paulo Bento deixou-se cozinhar em lume brando. E é pena. Não merecia sair assim.Daqui a uns tempos, quando olharmos para trás, sei que poucos de nós vão conseguir odiar o homem. Nós gostamos/gostámos do Bento. Mas não dava mais: habituámo-nos à teimosia, tolerámos a obstinação, desculpámos as derivas disciplinares, elogiámos a frontalidade e a rectidão, mas não conseguimos aceitar a incapacidade para fazer a equipa evoluir. Ou seja, nunca criticarei o homem. Lamento apenas que o treinador não tenha conseguido mostrar nestes quatro anos que o futebol do Sporting estava a caminhar num determinado sentido. Que fizesse sentido. Pelo contrário: estagnou, definhou, perdeu força num mar de falta de ideias. E o pior é que tudo isto foi acontecendo lentamente. Posto isto, é altura de pensar no futuro. Tendo em conta a conjuntura actual do clube, da equipa e do balneário, precisamos de um tratamento de choque. Alguém que conquiste de imediato os jogadores, que se faça respeitar automaticamente, que não tenha de estar a perder tempo com as tretas das ambientações e tal. A vertente técnica nem será a mais importante nesta fase. Precisamos é de uma injecção de alma, garra, vontade, força. Moral, sobretudo. E também alguém que proteja os jogadores do aparente desnorte que grassa pela SAD. Por isso proponho Laudrup é o tipo indicado, com muito futuro,aposta num futebol atacante mas com solidez,trabalha bem com jovens, comanda uma liderança forte no balneário, contactos juntos de empresários para o reforço de Inverno, uma figura de presonalidade, alguem a quem lhe reconheço muito mérito. Sobretudo aquele tipo de mérito que sinto fazer falta ao Sporting nesta fase... Tem tudo para singrar no Sporting...

Tuesday, November 3, 2009

Mais do Mesmo


Depois deste fim-de-semana futebolístico, há uma certeza, existe um Sporting a lutar pelo título, a jogar bom futebol e, a julgar por estas primeiras jornadas, dirigido por um treinador capaz de, sem perder a identidade definida para a sua equipa, moldá-la ao adversário que enfrenta de forma a manietá-lo tacticamente... Infelizmente, esse Sporting é o de Braga e não o Sporting Clube de Portugal... Mais uma brilhante exibição de onze tipos vestidos de verde e branco. Chamo-lhe onze tipos porque não são equipa de futebol mas sim uma invulgar manta de retalhos que não se entende e não se deixa entender. Jogam com pouca garra e com uma descontracção fantásticas. Passa-lhes quase tudo ao lado. Temos pontas de lança que não fazem um remate ao golo em todo o jogo. Uma equipa que aos 90+3 tem uma oportunidade de golo na cara do guarda redes e desperdiça não merece outra sorte. A brincadeira não para... Ninguém sente a camisola, e quem sente está longe de jogar, não mais margem de manobra, o campeonato foi-se. Há muitas palestras e muitas reuniões e pouca equipa de futebol...O que espera Paulo Bento para se demitir? Isto já é uma questão de dignidade, de auto-estima, e de respeito por si próprio...